23/07/2024
Ao ingressar no mercado de inovação em 2014, a WaM identificou que uma das principais questões enfrentadas por organizações de todos os tamanhos era compreender como elas próprias e o mercado se transformam ao longo do tempo. Tornou-se cada vez mais preciso encontrar ativamente respostas para essa pergunta, seja por fatores ambientais, sociais ou de competitividade.
Em 2017, a aceleradora focou no objetivo de ajudar grandes empresas e fez a transição para se tornar uma aceleradora corporativa. Desde então, vem auxiliando as maiores corporações do Brasil a repensar modelos de negócios. Além de executar projetos da melhor maneira possível e trabalhar de forma aprofundada, customizada e com máxima atenção estratégica para cada cliente.
Por acreditar que o papel fundamental da inovação é gerir mudanças estruturais, impactar a estratégia e garantir que a cultura esteja alinhada com as constantes mudanças, a WaM estabeleceu seus pilares e criou o P.A.C.E.S.
O P.A.C.E.S representa o que a WaM deseja transmitir aos seus clientes: a Proximidade e a valorização de vínculos duradouros com cada parceiro; a Agilidade em orientar as entregas em ciclos mais rápidos; a capacidade de Customizar cada jornada de transformação de forma única e alinhada ao norte Estratégico de cada cliente; e o empenho em Surpreender, indo além das entregas e construindo experiências que realmente demonstrem que o possível é o mínimo pensável.
Seguindo essa linha de pensamento e promovendo uma cultura de inovação questionadora, prática e identificando novas oportunidades onde antes não eram vistas, a WaM alcançou grandes feitos. Acelerou e pré-acelerou mais de 100 startups e negócios sociais, incluindo Yubb, Gupy, Retalhar, Projuris e Clube da Preta. Além disso, atuou com mais de 30 grandes empresas, como Leroy Merlin, Mapfre, Mastercard e Faber-Castell.
Em 2020, a WaM tornou-se signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas. Uma chamada universal para que empresas definam suas estratégias de negócio e atuação com base nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) até 2030. E também organizou uma carta aberta pela utilização das Fintechs como ferramenta de distribuição de renda na pandemia do Covid-19, junto à Mastercard e ABFintechs.
Firmou parcerias e se integrou a projetos de capacitação em inovação para alunos de graduação e incubadoras universitárias em diversas instituições, como USP, FGV, FEI, FAAP, UFABC e Mackenzie. E no início de 2024, começou a expandir sua operação para a América Latina, atuando com Argentina e México, realizando programas, promovendo treinamentos e cultura de inovação.
Atualmente, a aceleradora corporativa trabalha com seu modelo de negócio mais eficiente. Em resumo, atender um número restrito de clientes, de quaisquer segmentos, com muita profundidade, uma equipe sênior e um portfólio abrangente em cultura de inovação, inovação aberta, capacitações, intraempreendedorismo e inovação socioambiental.
Combinando dados globais à sua experiência ao longo desses 10 anos, a WaM identificou várias tendências para o futuro da inovação corporativa. Tendências essas pautadas no impacto socioambiental e na necessidade de incorporar a inovação em todos os setores de uma empresa.
O tempo para repensar modelos de negócios que causam impactos negativos ambientais e sociais está cada vez menor. De acordo com os gráficos feitos pelo ERA5/C3S/ECMWF e o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA, os efeitos do aquecimento global estão ainda mais intensos nos oceanos, na atmosfera e nas camadas de gelo.
Dito isso, com os sucessivos recordes climáticos sendo quebrados e a inovação avançando a uma velocidade crescente, torna-se inviável que apenas uma única pessoa ou área seja responsável por inovar. A pressão sobre modelos de negócios “bem estabelecidos” será cada vez maior.
Além disso, cenários de crescente instabilidade e incertezas colocarão grandes desafios à capacidade das organizações de se adaptarem. Um exemplo disso foi a pandemia do Covid-19. Conforme dados do Mapa de Empresas do governo federal, nos últimos meses de 2021, cerca de 484 mil empresas foram fechadas, representando um aumento de 35,7% em comparação com o mesmo período de 2020. A falta de inovação durante a crise foi um dos principais motivos.
A pandemia alterou drasticamente o comportamento do consumidor e as condições de mercado, exigindo uma rápida adaptação que muitas empresas não conseguiram realizar. Empresas que não aderiram às tecnologias para facilitar o trabalho remoto e a comunicação, ou não diversificaram produtos e serviços para atender às novas demandas, enfrentaram dificuldades significativas.
Assim, a falta de inovação resultou em uma vulnerabilidade financeira e na incapacidade de competir com empresas que se adaptaram rapidamente, culminando em seus fechamentos.
Um dos temas que vem ganhando destaque nos últimos anos é a inteligência artificial como aliada da inovação corporativa. Uma promissora técnica da ciência e análise de dados que oferece às instituições uma chance de inovação e adaptação em um mercado em constante evolução.
Contudo, inovar utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa sem capacitar os colaboradores pode ser um grande desafio. Será preciso um perfil de profissional que raramente é formado e fomentado dentro das próprias organizações.
Para isso, é crucial apoiar movimentos independentes e descentralizados dos colaboradores. Bem como capacitar diferentes times para testar tecnologias em suas tarefas diárias e estabelecer um canal dedicado ao compartilhamento de sucessos e desafios. Além de permitir que colaboradores explorem novas ideias e testem soluções inovadoras sem as limitações das hierarquias tradicionais.
Por fim, a tendência para o futuro será a união das áreas de inovação e sustentabilidade sob uma liderança C-Level, focada na transformação da organização além do agora. Ou seja, integrar essas iniciativas para garantir que a empresa não apenas atenda às demandas atuais, mas também esteja preparada para os desafios e oportunidades futuras.
A liderança deve promover uma cultura organizacional que valorize a inovação sustentável, equilibrando o crescimento econômico com a responsabilidade ambiental e social. E uma das formas mais seguras de encontrar respostas para como se transformar ao longo do tempo é exatamente integrar esses campos dentro de uma mesma visão estratégica.