Inovação aberta: expansão de ideias!

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A inovação pode ser construída de diversas formas. Nos textos anteriores falamos sobre os três graus de inovação: Incremental, Radical e Disruptiva. Além disso, a inovação pode ser estabelecida de forma aberta ou fechada. Mas afinal, o que isso significa?

A inovação aberta permite que se busque por ideias externas ao ambiente da empresa. Por outro lado a inovação fechada acontece somente dentro do ambiente da empresa. À fim de simplificar e evidenciar as diferenças entre os dois modelos, segue comparativo conforme a Professora Dra. Geciane Porto da Universidade de São Paulo:

O que é Inovação Aberta?

O termo conceituado por Henry Chesbrough em 2003 é cultuado por diversas empresas em diferentes países. Em entrevista para a revista Forbes, Chesbrough afirma:

Minha definição é mais sutil do que a de muitas pessoas. Inovação aberta é “o uso de entradas e saídas de conhecimento intencionais para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para uso externo da inovação, respectivamente”. A inovação aberta pode ser entendida como a antítese da abordagem tradicional de integração vertical, onde as atividades internas de P&D levam a produtos desenvolvidos internamente que são então distribuídos pela empresa. Como sugere minha definição, existem duas facetas para abrir a inovação. Um é o aspecto “de fora para dentro”, onde idéias e tecnologias externas são trazidas para o próprio processo de inovação da empresa. Esse é o recurso mais comumente reconhecido de inovação aberta. O outro aspecto menos comumente reconhecido é a parte “de dentro para fora”, na qual idéias e tecnologias não utilizadas e subutilizadas na empresa podem sair para serem incorporadas aos processos de inovação de outras pessoas.

Ou seja, é uma forma eficiente de as empresas acessarem conhecimento e experiência além de seus recursos internos. Uma vez que a inovação aberta envolve atores que ficam fora das cadeias de suprimentos tradicionais, como universidades ou indivíduos. 

Com tudo, para que dê é necessária uma mudança de atitude dos gerentes de projeto. Como alerta Jonathan Livescault , é necessário que se tenha regras e expectativas claras para orientar o processo. Essas regras devem estabelecer: O problema ou pergunta em questão; Os incentivos disponíveis; Expectativas de propriedade intelectual; Como e quando deve-se enviar ideias.

Quais as vantagens desse modelo de inovação?

Uma das grandes dúvidas é o porquê investir neste modelo. Inspirado no material de Jonathan Livescault segue 5 vantagens que a Inovação Aberta pode proporcionar:

Mas como implementar?

O primeiro passo para se implementar Inovação aberta é criar uma cultura de Inovação. Em seguida criar uma conexão com o ecossistema de startups. E por fim, novos produtos/serviços e aumento de eficiência.

Ainda há 7 modelos comuns para aderir a Inovação Aberta, segundo Livescault são:

Desafios:

As empresas podem definir desafios de inovação para reunir ideias e encontrar soluções. Podem ser eventos públicos nos quais qualquer pessoa pode contribuir ou podem ser privados com parceiros especificamente selecionados.

Parcerias entre Startups e Empresas:

As parcerias entre startups e negócios corporativos são outra maneira de trabalhar em conjunto para encontrar uma solução para um problema identificado. Essas parcerias são uma ótima maneira de aproveitar os pontos fortes de cada empresa e oferecer benefícios mútuos. 

Incubadora / aceleradora de inicialização:

Uma incubadora ou aceleradora de inicialização é semelhante a uma parceria, mas também envolve os negócios corporativos que investem capital na inicialização. Normalmente, a empresa tem uma equipe interna trabalhando no projeto, e a startup ajuda com conhecimento e experiência específicos.

Aquisição de Startups:

Quando uma empresa estabelecida identifica uma oportunidade viável, mas não possui recursos, tempo ou capacidade comprovada para aproveitá-la, pode procurar novas empresas e adquiri-la. Esse movimento aumenta a capacidade inovadora do negócio sem a necessidade de construí-lo desde o início. 

Hackathons: 

Apesar de ser semelhantes aos desafios da inovação, o hackaton se aprofunda nos detalhes do projeto – geralmente até a fase mínima viável do produto. E tem como objetivo trabalhar o mais rápido possível, canalizando experiência e conhecimento criativos para criar impulso em um período muito curto de tempo. 

Intra empreendedorismo:

O intra empreendedorismo procura identificar colaboradores com uma mentalidade de startup para assim fornecer apoio, financiamento e orientação necessários para resolver problemas difíceis.  Essa iniciativa reconhece que as empresas nem sempre precisam procurar fora delas para inovar. Às vezes, os recursos já estão prontos e aguardando.

Laboratórios de co-criação:

Os laboratórios de co-criação podem ser internos a uma empresa ou externos, junto a funcionários, clientes e outros parceiros. Esses espaços são locais dedicados à inovação, com os recursos, orientação e conhecimento que as pessoas precisam para explorar questões desafiadoras. 

Caso de sucesso: LEGO

Um dos exemplos mais citados e conhecidos é a empresa LEGO.

Conhecida por seus seus blocos montáveis que atraem desde crianças até adultos, a empresa investiu nesse modelo e ganhou grande notoriedade por parte da mídia e de seus clientes.

Através da criação de uma  plataforma – a Lego Ideas, onde qualquer fã ou cliente pode dar feedbacks e sugestões para novos produtos.

Além dessa plataforma que é mais conhecida do grande público, a Lego investiu no The Future Lab. Trata-se de um laboratório comandado por uma equipe de pesquisa e desenvolvimento encarregada de inventar novas “experiências lúdicas”. Uma das novas apostas do Future Lab foi a prototipagem rápida. 

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