Os 3 graus de inovação: Incremental, Radical e Disruptiva.

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diferentes graus de inovação

Antes de começar a falar sobre os três graus de inovação é preciso entender o que é inovação.  Em nosso  artigo anterior foi pontuado que a inovação pode acontecer em qualquer negócio, de qualquer tamanho e segmento.

Inovação é uma chance de mudança no processo pelo qual uma organização transforma trabalho, capital, materiais ou informações em produtos e serviços de maior valor, como pontua o professor Clayton Christensen.

Pareceu complicado? Não é, veja alguns exemplos abaixo.

Conforme o livro  Inovação radical: como empresas maduras podem ser mais espertas que as iniciantes, publicado pela HBS em 2000, exemplifica:

A Kodak observou as filmadoras de vídeo reduzirem seus negócios de filmes caseiros para cinzas. A trava da Xerox no ramo de fotocopiadoras foi quebrada pela Canon, Sharp e outras. Os produtos eletrônicos de consumo fabricados pela Motorola, Zenith e RCA foram amplamente substituídos pelos lançados da Sony, Panasonic e Toshiba. Na frente automotiva, Toyota, Honda e Nissan expandiram suas incursões no mercado norte-americano, ganhando elogios universais por qualidade e confiabilidade.  

Algumas dessas inovações mudaram mercados, outras foram pequenas melhorias que ao longo do tempo posicionaram uma marca a frente da outra.  Portanto se nem toda inovação tem o mesmo impacto, como podemos diferenciar os 3 graus de Inovação de forma prática?

Inovação Incremental e radical

A Inovação incremental e radical são conceitos difundidos por Joseph Schumpeter em seu livro Business Cycles (1939). 

Inovação incremental consiste em aperfeiçoar produtos, processos, serviços. Como acontece em cada atualização do Windows, por exemplo.

Richard Leifer et al apontam que a Inovação Radical tem como função: transformar o relacionamento entre clientes e fornecedores; reestruturar a economia do mercado; deslocar os produtos atuais; muitas vezes cria categorias de produtos inteiramente novas. 

Um exemplo muito citado é o Salesforce, que com seu sistema CRM em uma única plataforma conseguiu criar um ambiente de armazenagem em nuvem e mudar modelos de negócios de venda através de seu software. 

Ainda de acordo com Richard Leifer et al a inovação incremental pode manter as grandes empresas competitivas no curto prazo. Mas apenas em seu grau radical pode mudar o jogo, abrindo caminho para o crescimento a longo prazo.

Mas e a inovação disruptiva?

Para alguns autores inovação radical e disruptiva são a mesma, aqui será pontuada a diferença entre os três graus.

De acordo com pesquisa liderada por Harvard a inovação disruptiva é tratada como um processo no qual os novos entrantes desafiam as empresas  já existentes, apesar dos recursos inferiores. 

Um bom exemplo é o Nubank, que detectou uma oportunidade gerada através de um público pouco assistido. E assim, surgiu com uma nova forma de cartão de crédito.

Mas como a inovação disruptiva desafia as empresas consolidadas?

Ao transformar não consumidores em novos consumidores. E ainda ao pensar em um mercado ou público que é negligenciado de alguma forma pelas empresas.

Dentro de suas características estão a transgressão, velocidade em ganho de mercado e ataque aos mercados ao qual não se conheciam, como cita Arthur Igreja

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